Novo governo

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O professor aceitou o encargo, mas com reservas
23 de Maio de 2018

Presidente encarrega Giuseppe Conte de formar governo na Itália

Novo governo

Presidente encarrega Giuseppe Conte de formar governo na Itália

O professor aceitou o encargo, mas com reservas

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, encarregou nesta quarta-feira (23) o advogado e professor universitário Giuseppe Conte, 54 anos, de formar um novo governo no país, apoiado pela coalizão entre o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e a ultranacionalista Liga. Segundo o secretário-geral da Presidência da República, Ugo Zampetti, Conte aceitou o encargo, mas com reservas. Se conseguir completar o encargo, levarei às Câmaras um programa definido pelas forças políticas de maioria”, declarou o premier encarregado, em breve declaração à imprensa. Após dois dias de reflexões, Mattarella decidiu dar o governo ao docente apesar de sua escassa experiência política e das polêmicas a respeito de seu currículo, como questionamentos sobre passagens por universidades no exterior. Além disso, Conte vem sendo criticado por sua atuação como advogado de uma família que queria tratar uma criança que sofria de leucodistrofia metacromática – Sofia, morta em 2017 – com um tratamento com células-tronco sem comprovação científica. Após ter recebido o encargo de Mattarella, o professor terá agora de apresentar uma equipe de governo, cujos nomes estão sendo discutidos pelos líderes do M5S, Luigi Di Maio, e da Liga, Matteo Salvini. O papel dos dois fiadores da aliança no futuro gabinete Conte ainda é incerto, mas acredita-se que o primeiro possa chefiar um “Superministério” do Trabalho e do Desenvolvimento Econômico, onde poderia implantar sua “renda de cidadania”, e o segundo é cotado para assumir a pasta do Interior, responsável pela gestão migratória e pela segurança. O certo é que o primeiro-ministro será um mero “executor” do programa definido por Di Maio e Salvini, os verdadeiros líderes de um governo que une o principal movimento antissistema da Europa com um partido tradicional e separatista, mas que alcançou resultados inéditos ao promover uma deriva à extrema direita, capitaneada por seu atual secretário. “O país espera pelo nascimento de um Executivo e por respostas. O que está prestes a nascer é o governo da mudança. O contrato de governo sobre o qual se funda essa experiência de governo representa plenamente a expectativa de mudança dos cidadãos”, garantiu o professor. A opção por Conte é, de certa forma, surpreendente, já que Liga e M5S passaram os últimos cinco anos criticando os primeiros-ministros do Partido Democrático (PD) – Enrico Letta, Matteo Renzi e Paolo Gentiloni -, que assumiram o governo sem ter sido “eleitos pelo povo”. Conte, professor de direito privado na Universidade de Florença, não tem experiência política e não passou pelo batismo das urnas. Sua indicação é fruto de um acordo entre Di Maio e Salvini, que se recusaram a participar de um governo guiado pelo outro. O movimento antissistema, acionista de maioria na coalizão, precisou encontrar um nome que não espantasse a base da Liga e fosse capaz de encampar as propostas previstas no “contrato de governo”. Apesar disso, Conte não esconde seu passado de esquerda. Juntos, M5S e Liga terão 55% das cadeiras na Câmara dos Deputados e 53% no Senado. Com esses números, o novo governo não deve ter problemas para garantir o voto de confiança do Parlamento. O acordo entre Liga e M5S demorou dois meses e meio para ser concluído, o que só foi possível após a “bênção” do conservador Silvio Berlusconi, que autorizou Salvini a negociar com Di Maio sem correr o risco de romper a coalizão de direita, que governa regiões como Vêneto, Lombardia e Friuli Veneza Giulia. O programa O “contrato de governo” populista é um pacote que combina generosas desonerações fiscais com aumento substancial dos gastos sociais, em um país com dívida pública superior a 130% do PIB. Além da desburocratização da máquina pública, o projeto prevê apenas duas faixas no imposto de renda e o pagamento de uma “renda de cidadania” para que todos os italianos na faixa da pobreza tenham no bolso pelo menos 780 euros por mês. Para reduzir a elevada dívida pública italiana, o plano é impulsionar o crescimento do PIB, “por meio de uma retomada da demanda interna com investimentos de alto multiplicador e de políticas de apoio ao poder aquisitivo das famílias, criando condições favoráveis às exportações”. Na questão migratória, bandeira de Salvini, Liga e M5S prometem acelerar as deportações de imigrantes clandestinos – eles estimam o número de ilegais em 500 mil -, cortar gastos com políticas de acolhimento e proibir desembarques de navios que resgatam pessoas no Mediterrâneo. A indicação de Conte é, por outro lado, uma forma de tranquilizar os mercados e a Europa e de mostrar que a Itália não provocará nenhuma ruptura com Bruxelas. “Com o presidente da República, falamos da fase delicada que estamos vivendo e dos desafios que nos esperam, sobre os quais estou ciente, assim como estou ciente da necessidade de confirmar a colocação europeia e internacional da Itália”, declarou Conte, se comprometendo a envolver Roma nas discussões sobre o Orçamento da UE, a reforma das regras de refúgio no bloco e a conclusão da união bancária. De fato, o programa de governo não prevê mais a saída da Itália da zona do euro, cavalo de batalha dos dois partidos nos últimos anos. Porém o que mais preocupa a União Europeia neste momento não é nem a possibilidade de um “Italexit”, mas sim a fragilidade das contas públicas do país, onde uma crise poderia contaminar toda a eurozona. (Com informações da agência ANSA)
22 de Maio de 2018

Pela primeira vez a bolsa de Nova Iorque vai ter uma mulher na presidência

226 anos de Nyse

Pela primeira vez a bolsa de Nova Iorque vai ter uma mulher na presidência

Stacey Cunningham ocupará o cargo de 67ª presidente na história da instituição

A Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), maior bolsa de mercados do mundo, vai abrir um capítulo inédito nos seus 226 anos de história: a cadeira da presidência vai ser ocupada por uma mulher. Stacey Cunningham era diretora de Operações e vai substituir Tom Farley no comando da Nyse. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela Nyse. Cunningham, 43 anos, trabalhou pela primeira vez na Nyse em 1994, como operadora estagiária no pregão da Bolsa. Na época, era uma das cerca de 40 mulheres que trabalhavam ao lado de 1.300 homens. ‘Eu amei o lugar desde que entrei a primeira vez e agora estou empolgada em comandar a Bolsa’ Ao The Wall Street Journal, a nova presidente da Nyse lembra que havia diferenças que não passavam despercebidas quando iniciou os trabalhos no local: a casa de banho das mulheres, por exemplo, era no sétimo piso, dentro de uma velha cabine telefónica. Os mais de mil homens a trabalhar na New York Stock Exchange (NYSE), pelo contrário, tinham um espaço amplo, com sofás e uma assistente própria. Entre 1996 e 2005, Stacey Cunningham trabalhou como especialista no Bank of America tendo dois anos depois ingressado na bolsa tecnológica de Nasdaq como diretora de Mercados de Capitais. Em 2012 a engenheira voltou à bolsa de Nova Iorque para assumir o cargo de diretora de operações, que será ocupado por John Tuttle. Em um discurso feito esse ano, Cunningham citou Muriel Siebert, a primeira mulher a trabalhar no pregão da Nyse, em 1967, como uma inspiração. Foi para ela que a cabine telefônica foi transformada em um banheiro feminino. Cunningham será a 67ª presidente na história da instituição. A sua nomeação chega um ano e meio depois de Aden Friedman se ter tornado na primeira CEO da bolsa de Nasdaq, o que significa que duas das bolsas mais importantes do mundo vão ser geridas por mulheres.
18 de Maio de 2018

Ministro tenta há meses tirar sergipano da presidência do INSS

Queda de braço

Ministro tenta há meses tirar sergipano da presidência do INSS

Beltrame se alia a sindicalistas contra Fernando Pinto no INSS

O presidente do INSS, Francisco Pinto, foi ferido de morte pelos grupos que brigam pelo seu cargo, sobretudo Alberto Beltrame, recém-nomeado ministro do Desenvolvimento Social (MDS). Eles travam uma queda de braço desde a posse de Pinto, em novembro. Quando ainda era secretário-executivo, Beltrame assinou portaria cancelando o poder do presidente do INSS de nomear os próprios assessores, numa das tentativas, citadas por fontes do INSS, de forçar pedido de demissão. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Se o problema é mesmo o contrato, o ministro da Integração e o titular da Funasa deveriam ser demitidos: têm contratos idênticos ao do INSS. Beltrame sempre foi solidário aos que desafiam e ofendem o presidente do órgão, segundo fontes do INSS, inclusive durante as greves. Dirigente da associação de peritos médicos, Luiz Argolo, cuja mulher é diretora do INSS e pretendente à presidência, também se opõe a Pinto.
16 de Maio de 2018

Ministro pede a cabeça do presidente do INSS, mas ele continua no cargo

Decisão de Beltrame

Ministro pede a cabeça do presidente do INSS, mas ele continua no cargo

INSS aderiu a contrato de empresa no Ministério da Integração

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Francisco Lopes, ainda não foi demitido do cargo, ao contrário de notícia vazada pelo ministro Alberto Beltrame (Desenvolvimento Social), em razão de um contrato de R$8,8 milhões assinado por Lopes com a RSX Informática Ltda, empresa sediada em um depósito de bebidas. O ainda presidente do INSS foi chamado para uma reunião às 15h no Gabinete Civil, com o ministro Eliseu Padilha. Lopes já rescindiu o contrato e informou que a empresa não foi escolhida em licitalção no âmbito do INSS, e sim por meio de processo de adesão a ata de registro de preços do Ministério da Integração. Essa modalidade, prevista em lei, permite que um órgão público assine contrato com empresa que tenha vencido licitação para contrato semelhante em outro órgão público. A RSX Informática venceu licitação no Ministério da Integração e foi contratada também pela Funasa, com base no mesmo processo. Em 2017, o INSS realizou a “prova de conceito” junto com os técnicos, em data anterior à posse de Lopes no cargo. Beltrame disse ter consultado Padilha, e o líder do governo, o deputado André Moura (PSC-SE), que resiste à demissão até porque apadrinhou a indicação de Lopes e conhece detalhes da contratação. Moura está convencido da lisura do presidente do INSS. Em nota ignorada pelo ministro, o INSS informou que já havia cancelado o contrato com a empresa RSX Informática   por determinação de Francisco Lopes, que assumiu a presidência do órgão em novembro do ano passado após a saída do então presidente, Leonardo Gadelha. Até a nomeação, Lopes era assessor da Presidência da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev). Abaixo, a nota de esclarecimento do INSS na íntegra: Nota de Esclarecimento O INSS firmou o contrato de prestação de serviço com a empresa RSX por meio de adesão à ata de registro de preços. Portanto, coube ao Instituto apenas aderir ao documento formalizado pelo Ministério de Integração Nacional, órgão de origem e responsável pela regularidade do processo de licitação. Além disso, a mesma empresa já executou os serviços contratados para o Ministério de Integração Nacional, inclusive por quantitativo maior que o celebrado pela Previdência. Cabe informar que o Presidente do INSS assumiu o cargo em dezembro de 2017. Ou seja, o processo de contratação já estava adiantado. A citada empresa é fornecedora frequente do governo e o instrumento administrativo de adesão a uma ata de registro de preços tem por princípio a licitude e correção dos atos praticados pelo Ministério da Integração. A condução desse processo se deu pelas áreas técnicas do INSS, cujos titulares já estavam nos seus cargos antes da posse do atual Presidente. Esses técnicos foram nomeados pela direta influência do ex-ministro Osmar Terra (MDB). O contrato foi celebrado com o objetivo de conter vazamentos de informações sigilosas do INSS, em relação a sistemas desenvolvidos por técnicos do Instituto. E ainda havia objetivo de impedir o vazamento de informações de perícias médicas, que tem relação com as denúncias de fraude investigadas pela Polícia Federal. O INSS esclarece ainda que o endereço citado pela reportagem do jornal O Globo difere daquele registrado no contrato firmado entre as partes. Por fim, reafirmamos que o pagamento realizado pela Presidência do INSS foi somente autorizado após a entrega das licenças dos programas contratados e depois do atesto da realização desses serviços pelo responsável.