Seis vezes mais

Jair Bolsonaro

Parlamentar foi condenado a pagar R$ 50 mil; MPF pede seis vezes mais
23 de Maio de 2018

MPF pede que multa a Bolsonaro por ofensas a quilombolas seja maior

Seis vezes mais

MPF pede que multa a Bolsonaro por ofensas a quilombolas seja maior

Parlamentar foi condenado a pagar R$ 50 mil; MPF pede seis vezes mais

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi condenado pela 26ª Vara Federal a pagar R$ 50 mil por declarações ofensivas contra comunidades quilombolas, em outubro do ano passado. O Ministério Público Federal (MPF) acha que o valor deve ser maior e pediu para que Tribunal Federal da 2ª Região (TRF2) aumente a multa para R$ 300 mil. De acordo com o MPF, o valor estipulado pela Justiça deve refletir a gravidade do fato e a capacidade econômica do réu, o que não aconteceu na decisão proferida no ano passado. O Ministério Público aponta ainda que o parlamentar não demonstrou nenhum arrependimento sobre as declarações. Em abril do ano passado, Bolsonaro disse, durante uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, que  o “afrodescendente mais leve” de uma comunidade quilombola paulista “pesava sete arrobas” e completou dizendo que os quilombolas não faziam nada e nem para “procriar servem mais”. O deputado declarou ainda: “alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Não, porque é uma raça que tem vergonha na cara. Não é igual a essa raça que tá aí embaixo, ou como uma minoria que tá ruminando aqui do lado.” Além do processo civil, as declarações do parlamentar deram origem a uma ação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por racismo e discriminação contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros.
17 de Maio de 2018

TSE rejeita reclamação de Bolsonaro contra pesquisa Datafolha

Difamação

TSE rejeita reclamação de Bolsonaro contra pesquisa Datafolha

Deputado queria impedir divulgação de pesquisa que questionava aumento de patrimônio de sua família

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta quinta (17), por unanimidade (sete votos), uma reclamação do deputado e pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ) contra a empresa de pesquisa Datafolha, a quem acusava de difamá-lo. Em janeiro, o deputado havia tentado impedir a divulgação da pesquisa, que questionava aos entrevistados se tinham conhecimento “sobre denúncias envolvendo o aumento do patrimônio da família do deputado Jair Bolsonaro desde o início da sua carreira política.” Na ocasião, o relator do caso, ministro Sérgio Banhos, negou o pedido de liminar (decisão provisória) e permitiu a divulgação da pesquisa. Nesta quinta, o plenário do TSE deu suporte ao relator, mantendo a legitimidade do levantamento. A defesa de Bolsonaro alegava que o uso da palavra “denúncias” despertava no entrevistado um estado emocional contrário ao deputado e era difamatória, uma vez que o político nunca foi alvo de denúncia devido a seu aumento patrimonial. Para o advogado, o uso da palavra “faz incluir no subjetivo dos consultados a ideia de que esse acréscimo teria sido imoral, ilícito, e não fruto do trabalho honesto”. Banhos rejeitou os argumentos. Para o relator, a palavra “denúncias” não foi usada em sentido estritamente jurídico, mas em sentido “coloquial e genérico”. Em razão disso, ele concluiu que “o conteúdo da pesquisa não foi suficiente para atribuir à pecha de enriquecimento ilícito ao recorrente Jair Messias Bolsonaro. Da mesma forma, não restou comprovado real prejuízo a imagem política”. Na pesquisa, 66% por cento dos entrevistados responderam desconhecer “denúncias” sobre o aumento de patrimônio de Bolsonaro e sua família. Outros 18% disseram ter conhecimento e estar mais ou menos informado, enquanto 9% responderam ter conhecimento e estar muito bem informado e 7% disseram ter conhecimento e estar mal informado. Liberdade de informação Durante o julgamento, o procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques, destacou que o caso serve como importante precedente, sendo a primeira vez que o TSE estabelece um entendimento sobre pesquisas eleitorais para as eleições deste ano. Ao refutar a reclamação, Jacques defendeu a liberdade de informação, expressão e diálogo. “Uma pesquisa eleitoral nada mais é do que uma entrevista feita a muito mais pessoas do que a uma só pessoa”, disse. “E que problema há em se perguntar a milhares de pessoas algo?”, indagou. “Descabe à Justiça Eleitoral controlar as perguntas que jornalistas fazem a seus entrevistados e as perguntas que os institutos de pesquisa ligados a empresa jornalísticas fazem a sua majestade o povo em pesquisas eleitorais em fase pré-eleitoral”, afirmou o procurador. (ABr)
14 de Maio de 2018

No Rio, pesquisa revela desinteresse pela eleição deste ano

Eleição 2018

No Rio, pesquisa revela desinteresse pela eleição deste ano

'Outros' têm mais votos que candidatos tipo Alckmin e Maia

No Rio de Janeiro, num cenário sem Lula na disputa para presidente, mais de 15% dos jovens de 16 a 24 anos sugerem um nome diferente daqueles habituais nas pesquisas. A categoria “Outros” tem mais votos que Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Pode), Michel Temer (MDB), Rodrigo Maia (DEM) e Fernando Haddad (PT) somados: em média, 9,6% querem outra opção e mais 5% não sabe em quem votar. A categoria “nenhum candidato” tem 17,1% no levantamento Paraná Pesquisa. Somados aos indefinidos, o índice supera 32% de eleitores. No cenário com Lula (PT) e o ministro aposentado Joaquim Barbosa (PSB) na disputa, a indefinição cairia apenas um ponto percentual. O instituto Paraná Pesquisa entrevistou 1.850 eleitores no estado do Rio, entre 4 e 9 de maio. Pesquisa registrada nº: BR-04838/18/TSE. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
25 de Abril de 2018

Bolsonaro e Alckmin empatados em São Paulo, aponta Ibope

Cenário com e sem Lula

Bolsonaro e Alckmin empatados em São Paulo, aponta Ibope

Sem Lula, presidenciáveis do PSL e PSDB empatam em 1º

Pesquisa Ibope/Band realizada apenas com eleitores do Estado de São Paulo revela empate técnico entre os pré-candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB) nas intenções de voto dos paulistas. Num cenário sem ex-presidente Lula (PT), no qual o presidente Michel Temer aparece como candidato do MDB, Bolsonaro e Alckmin dividem a liderança entre os paulistas, com 16% e 15% das intenções de voto, respectivamente. Marina Silva (Rede) aparece a seguir, com 11%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (PSB), que ainda não confirmou se será mesmo candidato, aparece com 9% das preferências, empatado tecnicamente com Marina e com Alckmin. Como possível candidato do PT no lugar de Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad aparece apenas no terceiro escalão da pesquisa, com 3%, junto a Ciro Gomes (PDT), com 4%, e Temer, com 2%. E ainda 26% dos paulistas anunciam a intenção de votar nulo ou em branco com essa combinação de candidatos na urna. Em cenário com 17 candidatos, mas sem Lula, Jair Bolsonaro lidera com 16% das intenções de votos. Alckmin vêm em 2º lugar, com 15%. Marina Silva aparece com 11% e Joaquim Barbosa com 9%. A taxa de brancos ou nulos atinge 25%. Nos dois cenários em que Lula é incluído no cartão com o nome de candidatos, o ex-presidente é quem aparece como líder, com 20% a 22% das intenções de voto. Em um desses cenários, Alckmin e Bolsonaro seguem empatados, com 14%, seguidos de Marina e Barbosa, ambos com 9%. No outro cenário com o ex-presidente, os pré-candidatos do PSL e do PSDB ficam com 14% e 12%, respectivamente. O Ibope entrevistou ao todo 1.008 eleitores do Estado de São Paulo entre os dias 20 e 23 de abril. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo SP-02654/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00314/2018.