Espelho meu

Geraldo Alckmin

Questionado sobre uso de caixa 2, Alckmin usa tática de Lula
21 de Maio de 2018

Alckmin repete Lula e diz não haver ‘ninguém mais íntegro’ que ele

Espelho meu

Alckmin repete Lula e diz não haver ‘ninguém mais íntegro’ que ele

Questionado sobre uso de caixa 2, Alckmin usa tática de Lula

  O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou na segunda-feira, 21, que não há alguém mais “íntegro” do que ele ao ser questionado sobre a revelação de que a concessionária CCR narrou ao Ministério Público ter contribuído com R$ 5 milhões à sua campanha ao Palácio dos Bandeirantes em 2010 através de caixa dois. Pré-candidato à Presidência da República, o tucano classificou a citação como “absurda” e disse que nem conhece o depoimento. “Tão absurdo, eu não tenho nem conhecimento disso. Pode haver alguém tão íntegro como eu, mas mais não tem”, disse. A frase parece com a que o ex-presidente Lula proferiu em janeiro de 2016, quando disse não haver uma “alma viva mais honesta” do que ele. Questionado sobre a associação da declaração, Alckmin afirmou que a comparação deveria ser feita com base em sua trajetória. “É só ver a minha vida, pode ver de A a Z.” O empresário Adhemar Ribeiro, cunhado do político, é apontado como intermediário dos supostos pagamentos não declarados em campanhas de Alckmin. “Nunca participou como tesoureiro de campanha, nada disso”, alegou o ex-governador. Ele declarou que a participação do cunhado nas campanhas foi apenas como “amigo”. O fantasma Doria Alckmin negou ainda que esteja havendo uma reinclusão do ex-prefeito de São Paulo João Doria nas especulações sobre uma candidatura presidencial, em função do baixo desempenho de Alckmin nas pesquisas, além das investigações contra ele que têm gerado repercussão negativa. Segundo ele, tudo é uma “criação” da imprensa em busca de “novidade”. “A imprensa gosta de novidades, então criaram o Luciano Huck, depois criaram o Joaquim Barbosa, agora criam o João Doria. Estão desinformando a população, e nós vamos fazendo campanha”, disse. Perguntado se o movimento pró-Doria não viria de seu próprio partido, Alckmin argumentou que foi eleito como presidente da legenda com 99,8% dos votos.
17 de Maio de 2018

Criadores do Plano Real estão em equipe econômica de Geraldo Alckmin

Eleições 2018

Criadores do Plano Real estão em equipe econômica de Geraldo Alckmin

Edmar Bacha se juntará a Persio Arida na formulação da política econômica do pré-candidato

O pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira, 17, parte da sua equipe econômica. Entre eles estão os economistas Edmar Bacha e Persio Arida, dois dos criadores do Plano Real. Na campanha, Bacha, que é um dos diretores da Casa das Garças, vai cuidar da política de comércio exterior. Também foram anunciados os economistas José Roberto Mendonça de Barros, que foi ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, e seu filho, Alexandre Mendonça de Barros. Em novembro, Bacha publicou, junto com Elena Landau e Luiz Roberto Cunha, uma carta criticando a atuação da bancada do PSDB no debate da reforma da Previdência. Na ocasião, eles argumentaram que não fechar questão sobre o tema era negar “todo o esforço nessa direção feito ao longo do governo FHC”. (Com informações da Agência Estado)
15 de Maio de 2018

Dória: privatizações começarão ‘imediatamente’, caso seja eleito

Governo paulista

Dória: privatizações começarão ‘imediatamente’, caso seja eleito

Candidato promete que programa vai gerar receita e emprego

O ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato do PSDB ao governo do Estado, João Dória, afirmou que a privatização de estatais será iniciada “imediatamente” caso seja eleito. Em entrevista à agência de notícias Bloomberg, Dória ressaltou a necessidade de estudos e planejamento para realizar as privatizações de maneira a gerar receitas para o governo e, principalmente, empregos para as pessoas. “Eu conheço privatizações muito bem feitas e privatizações desastrosas feitas sem estudos ou planejamento”. Ao ser questionado sobre a prioridade em seu governo, o ex-prefeito foi direto: “empregos”. Segundo ele, o papel do governo não deve ser tomar a frente da geração dos empregos promovendo o inchaço da máquina pública, mas “facilitar e estimular” os investimentos privados. “Investimentos estrangeiros, investimentos locais, priorizar isso, sem burocracia e dentro da lei para ajudar as empresas a criar os empregos”, disse. Eleições presidenciais Dória tentou explicar o péssimo desempenho de Geraldo Alckmin, pré-candidato tucano à Presidência, nas pesquisas pelo fato de a campanha na televisão só começar em agosto. “Nós teremos 45 dias com uma forte propaganda na telvisão e a eleição será, novamente, decidida pela televisão”, afirmou. Questionado sobre por que não concorre ele mesmo para presidente, Dória disse que a decisão “é do partido”, mas que o interesse dele, neste momento “é no governo de São Paulo”. Dória também foi confrontado sobre os motivos que colocam Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) em situação melhor que Alckmin e o ex-prefeito afirmou que ambos “estão em campanha há um ano e meio”, mas que o Brasil não pode voltar a recorrer ao populismo. Ele classificou os governos Lula e Dilma como “desastres” para a economia do país e considera a eleição de outro candidato populista, à direita ou à esquerda, como um “novo desastre”.
15 de Maio de 2018

Inquérito que investiga Alckmin permanece na Promotoria do Patrimônio de São Paulo

Caixa 2 de R$ 10 milhões

Inquérito que investiga Alckmin permanece na Promotoria do Patrimônio de São Paulo

Tucano teria recebido R$ 10 milhões da Odebrecht em 2010 e 2014

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, decidiu nesta terça-feira, 15, que o inquérito civil que investiga as doações recebidas pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) nas campanhas de 2010 e 2014 vai continuar com a Promotoria do Patrimônio Público de São Paulo, onde foi instaurado. O tucano é investigado na Operação Lava Jato por supostamente ter recebido R$ 10,3 milhões da empreiteira Odebrecht, via caixa 2. Alckmin havia questionado quem teria competência para investigá-lo. Ele entendia que a competência seria da Procuradoria-Geral de Justiça, por ele ser ex-governador, ou da Justiça Eleitoral, e não da Promotoria do Patrimônio Público de São Paulo. A definição de Smanio, amparada em recente decisão do Superior Tribunal de Justiça, altera visão consolidada no Ministério Público de São Paulo, de que ex-governadores devem ser investigados pela Procuradoria-Geral de Justiça. Além da investigação ficar com a Promotoria do Patrimônio Público, o inquérito terá prosseguimento na Promotoria Eleitoral. Na semana passada, o promotor Ricardo Manuel Castro, da Promotoria de Patrimônio Público e Social de São Paulo, havia recorrido ao Conselho Nacional do Ministério Público. A decisão do promotor foi motivada porque ele não aprovou o pedido feito pelo procurador-geral de Justiça para decidir de quem seria a competência para julgar o caso. Castro entendia que tinha de ser dele a competência para analisar o caso, já que Alckmin não era mais governador quando o inquérito foi aberto e, portanto, não teria mais prerrogativa de foro.