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22 de Maio de 2018

Missão chinesa vistoria 84 frigoríficos no Brasil ainda este mês

Operação Carne Fraca

Missão chinesa vistoria 84 frigoríficos no Brasil ainda este mês

Visita pode normalizar as exportações de carne para o mercado chinês

Uma missão técnica com especialistas veterinários chineses deve desembarcar no país até o final do mês para vistoriar 84 plantas frigoríficas. O anúncio ocorreu durante reunião entre o ministro do Comércio da China, Zhong Shan, e o ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, que está em visita a Pequim para encontro com representantes do governo chinês. A informação foi divulgada na tarde de hoje (15), em Brasília, pela assessoria do ministério. Desde a realização da Operação Carne Fraca, pela Polícia Federal, em março do ano passado, os chineses impuseram restrições à importação da carne brasileira. Logo após a operação, o país chegou a bloquear totalmente a importação de carne. Em novembro do ano passado, o governo chinês rejeitou o pedido de autorização de 26 plantas frigoríficas brasileiras para exportar carnes àquele país. O veto ocorreu paralelo ao anúncio da liberação de outras 22 unidades. De acordo com o ministério, a expectativa agora é a de que o país asiático libere boa parte desses frigoríficos para exportar. O Brasil tem, atualmente, 102 processos contra a China em tramitação na OMC (Organização Mundial do Comércio), em que algumas práticas comerciais são contestadas. De acordo com ministro, a reunião com o ministro do Comércio da China, serviu para destravar as negociações. “Vamos acelerar conversas por meio de nossa embaixada em Pequim”, afirmou Maggi.
22 de Maio de 2018

Ditador expulsa principal diplomata dos EUA da Venezuela

Ditadura

Ditador expulsa principal diplomata dos EUA da Venezuela

Presidente disse que Todd Robinson "conspira" contra seu governo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta terça-feira (22) a expulsão do mais alto diplomata dos Estados Unidos em Caracas, Todd Robinson, acusando-o de conspiração contra seu governo. Com a decisão, Robinson, encarregado das relações dos EUA, e seu vice, Brian Naranjo, terão 48 horas para deixar o país sulamericano. A expulsão acontece dois dias após a contestada reeleição de Maduro na Venezuela – menos de 50% da população compareceu às urnas no último domingo (20) – e só aumenta a tensão entre o país norte-americano e o regime chavista. Ontem (21), os Estados Unidos, que assim como o Brasil não reconheceram a votação, assinaram uma ordem que limita as possibilidades do governo venezuelano de vender ativos no mercado financeiro. (Com informações da agência ANSA)
22 de Maio de 2018

Comitê de Direitos Humanos da ONU ignora pedido de Lula para ‘ser solto’

Lula perde também na ONU

Comitê de Direitos Humanos da ONU ignora pedido de Lula para ‘ser solto’

Comitê não é instância de recurso, mas a derrota lá fora é emblemática

O pedido do ex-presidente Lula ao Comitê de Direitos Humanos da ONU para “ser solto” no Brasil foi negado. Isso não significa grande coisa, orque afinal esse comitê não é instância de recurso a decisões da Justiça de qualquer país, mas é uma importante derrota do petista. O pedido de Lula era baseado em uma mentira, a de que o juiz federal Sérgio Moro estaria sendo parcial no julgamento. “O Comitê de Direitos Humanos não concederá medidas cautelas no caso de Lula da Silva”, declarou a porta-voz de Direitos Humanos da ONU, Julia Gronnevet. Um dia antes de ser preso, enquanto Lula negociava com a Polícia Federal, seus advogados entraram com a “queixa” na ONU. Uma eventual decisão de apenas recomendar medidas ocorreria por conta da avaliação dos peritos da ONU de que a prisão lhe impediria de exercer plenamente seus direitos políticos. Mas o apelo não foi considerado consistente, até em razão das provas contidas no processo de que Lula cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
22 de Maio de 2018

Pela primeira vez a bolsa de Nova Iorque vai ter uma mulher na presidência

226 anos de Nyse

Pela primeira vez a bolsa de Nova Iorque vai ter uma mulher na presidência

Stacey Cunningham ocupará o cargo de 67ª presidente na história da instituição

A Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), maior bolsa de mercados do mundo, vai abrir um capítulo inédito nos seus 226 anos de história: a cadeira da presidência vai ser ocupada por uma mulher. Stacey Cunningham era diretora de Operações e vai substituir Tom Farley no comando da Nyse. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela Nyse. Cunningham, 43 anos, trabalhou pela primeira vez na Nyse em 1994, como operadora estagiária no pregão da Bolsa. Na época, era uma das cerca de 40 mulheres que trabalhavam ao lado de 1.300 homens. ‘Eu amei o lugar desde que entrei a primeira vez e agora estou empolgada em comandar a Bolsa’ Ao The Wall Street Journal, a nova presidente da Nyse lembra que havia diferenças que não passavam despercebidas quando iniciou os trabalhos no local: a casa de banho das mulheres, por exemplo, era no sétimo piso, dentro de uma velha cabine telefónica. Os mais de mil homens a trabalhar na New York Stock Exchange (NYSE), pelo contrário, tinham um espaço amplo, com sofás e uma assistente própria. Entre 1996 e 2005, Stacey Cunningham trabalhou como especialista no Bank of America tendo dois anos depois ingressado na bolsa tecnológica de Nasdaq como diretora de Mercados de Capitais. Em 2012 a engenheira voltou à bolsa de Nova Iorque para assumir o cargo de diretora de operações, que será ocupado por John Tuttle. Em um discurso feito esse ano, Cunningham citou Muriel Siebert, a primeira mulher a trabalhar no pregão da Nyse, em 1967, como uma inspiração. Foi para ela que a cabine telefônica foi transformada em um banheiro feminino. Cunningham será a 67ª presidente na história da instituição. A sua nomeação chega um ano e meio depois de Aden Friedman se ter tornado na primeira CEO da bolsa de Nasdaq, o que significa que duas das bolsas mais importantes do mundo vão ser geridas por mulheres.
22 de Maio de 2018

Fundador do Facebook se desculpa na UE por escândalo

Vazamento de dados

Fundador do Facebook se desculpa na UE por escândalo

Zuckerberg prestou esclarecimentos sobre vazamento de dados de usuários

O CEO e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, pediu desculpas aos parlamentares da União Europeia durante seu depoimento nesta terça-feira (22) pelo vazamento de dados de milhões de usuários da rede social no escândalo envolvendo a empresa britânica Cambridge Analytica. Em seu discurso inicial, Zuckerberg afirmou que nos últimos dois anos ficou claro que ele não fez o “suficiente para impedir que as ferramentas construídas fossem usadas para o mal também”. “Seja uma notícia falsa, uma interferência estrangeira em eleições ou desenvolvedores usando indevidamente as informações das pessoas, não tivemos uma visão ampla o suficiente de nossas responsabilidades. Isso foi um erro, e eu sinto muito”, acrescentou o executivo. Zuckerberg foi criticado por não tomar cuidado suficiente sobre como terceiros acessaram as informações de perfis do Facebook. Sua sabatina no Parlamento da UE acontece depois que a Cambridge Analytica usou indevidamente 81 milhões de dados de usuários da rede social, incluindo 2,7 milhões de europeus, para fins políticos. A empresa trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump. “A democracia não deve e não pode ser transformada em uma operação de marketing em que quem toma posse de nossos dados adquire uma vantagem política. Há um risco de que alguns partidos ou , mesmo as potências estrangeiras, usem indevidamente esses dados para alterar os resultados das eleições em seu interesse”, disse o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani. O Facebook também enfrenta críticas por falhar em lidar com as chamadas Fake News. Além disso, vários deputados perguntaram a Zuckerberg se ele achava que a empresa era um monopólio e se a companhia poderia ser confiável para implementar as mudanças necessárias. O norte-americano se comprometeu a redobrar os esforços para evitar que tais situações se repitam. “Pedimos desculpas pelos erros cometidos, levará tempo, mas estou comprometido em impedir que isso aconteça novamente”. “Nos próximos anos, há muitas mudanças importantes, vamos fazê-las para evitar qualquer interferência. Devemos criar mais instrumentos de inteligência artificial para identificar contas falsas, cooperar com as comissões e aumentar a transparência”, acrescentou Zuckerberg. Segundo ele, “em 2016, fomos lentos demais para identificar a interferência russa nas eleições dos EUA, mas agora estamos mais preparados para enfrentar ataques com notícias falsas”. Zuckerberg ainda ratificou as medidas adotadas por sua empresa para neutralizar as deficiências, como a duplicação do número de funcionários atribuídos à segurança “para atingir o número de 20 mil antes do final do ano”. “São investimentos que tiveram um impacto significativo em nossos lucros, mas a segurança dos seres humanos sempre é primeiro do que os nossos benefícios”, ressaltou. Tajani, por sua vez, disse que vai acompanhar de perto se as promessas serão cumpridas. “O Parlamento é o lugar onde Zuckerberg chegou a pedir desculpas a todos os cidadãos europeus. Conseguimos desculpas. Não é suficiente, obviamente, mas ele nos deu algumas garantias”, disse. “Os gigantes digitais devem respeitar as regras sobre a coleta e uso de nossos dados. Em dois dias entrará em vigor o novo regulamento europeu sobre a proteção de dados pessoais. Estas regras serão aplicadas e prevê sanções pesadas contra o abuso de nossas informações”, enfatizou Tajani. No entanto, o depoimento do executivo norte-americano não agradou a todos os eurodeputados, que boa parte sentiu que Zuckerberg teria evitado responder algumas perguntas. “Infelizmente, o formato de questionamento permitiu que o sr. Zuckerberg escolhesse suas respostas e não respondesse cada ponto”, disse Damian Collins, presidente do Comitê de Esportes e Mídia da Cultura Digital do Parlamento do Reino Unido. O formato desta reunião foi bem diferente do modelo do depoimento de Zuckerberg aos legisladores norte-americanos em abril. Enquanto os políticos dos Estados Unidos se revezaram para interrogar o fundador do Facebook, os líderes dos vários grupos políticos do Parlamento Europeu, fizeram várias perguntas cada um. Zuckerberg demorou cerca de 22 minutos para examinar quais questionamentos responderia. A reunião foi transmitida ao vivo pela internet. (Com informações da agência ANSA)
22 de Maio de 2018

Aliados da ditadura, EUA acharam que bomba no Riocentro foi obra de militares

Tempos de chumbo

Aliados da ditadura, EUA acharam que bomba no Riocentro foi obra de militares

Bomba explodiu no colo de sargento do Exército, que morreu

O governo dos Estados Unidos sabiam que foi obra de militares radicais contrários à abertura política, a bomba que explodiu no colo de um sargento do Exército no estacionamento do centro do convenções Riocentro, no Rio de Janeiro, em 30 de abril de 1981, onde se realizava um show comemorativo  do Dia do Trabalho, que transcorreria no dia seguinte. Dizia-se na época que a explosão foi “acidente de trabalho” de agentes da repressão que pretendiam espalhar pânico na multidão reunida no Riocentro. A importância do documento é ainda mais destacável porque, afinal, o governo americano era na ocasião aliado do regime militar brasileiro, tendo sido inclusive insprador do golpe militar de 1964, segundo a quase unanimidade dos historiadores. Esse relatório, que trata do atentado no Riocentro, foi doado pelo governo americano de Barack Obama e chegou ao Brasil em meados de 2015, tendo sido confiado ao Arquivo Nacional. Há outros 715 documentos que compõem três lotes doados pelo governo dos EUA. O relatório de integrantes da inteligência americana, revelado pelo Jornal Nacional, da TV Globo, descreve as circunstâncias discute o nível de participação de integrantes do governo militar. No canto direito de uma das páginas, um carimbo revela que o documento chegou ao Departamento de Defesa americano, em Washington, no dia 29 de maio de 1981. Cerca de 20 mil pessoas se aglomeravam no Riocentro. Eram as festas do Dia do Trabalho, naquela ocasião. Já passava das 21h quando a bomba explodiu no interior de um carro Puma. Dentro dele, o sargento Guilherme Pereira do Rosário, que morreu, e o capitão Wilson Luís Chaves Machado, que ficou ferido, ambos integrantes do DOI-Codi. Houve também uma segunda explosão, na subestação de força do Riocentro. “Não restam dúvidas de que o sargento Guilherme Pereira do Rosário, que foi morto, e o capitão Wilson Luís Chaves Machado (…) provocaram o ataque a bomba e não foram as vítimas. É nítido que os dois, como membros do DOI-Codi, agiram sob ordens superiores no momento em que a bomba explodiu acidentalmente no carro”, diz o relatório do governo dos EUA, que continua uma conclusão importante: o diretor do Serviço Nacional de Inteligência e o comandante do Exército provavelmente sabiam de todos os detalhes da bomba no Riocentro. O serviço de inteligência dos Estados Unidos achava, contudo, que o então presidente João Figueiredo “não precisa necessariamente ter se envolvido de alguma forma com as ações do Exército nestes incidentes”. .”O governo tentou afastar a possibilidade de uma crise prometendo publicar os resultados da investigação 60 dias depois do episódio, mantendo as negociações, visitas presidenciais e tentando preencher o noticiário com qualquer outro assunto que não fosse a discussão ou especulação sobre a bomba no Riocentro”, afirma o relatorio.
21 de Maio de 2018

EUA anunciam novas sanções contra Venezuela após reeleição de Maduro

Ditadura chavista

EUA anunciam novas sanções contra Venezuela após reeleição de Maduro

Trump considera a eleição venezuelana tentativa de destruir a democracia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou hoje (21) um decreto executivo em que proíbe indivíduos ou entidades agindo nos Estados Unidos de comprar dívidas do governo venezuelano, assim como bens dados em garantia de empréstimos. O decreto passa a valer a partir desta segunda-feira. O presidente Nicolás Maduro foi reeleito com 6,1 milhões de votos e mais de 50% de abstenção. Segundo o decreto, ficam proibidas todas as transações que envolverem compra de dívida do governo da Venezuela, inclusive financiamento para essas compras. Além disso, o texto proíbe a venda de direitos de participação em entidades em que o governo da Venezuela tenha mais de 50% de participação. Segundo o decreto, a decisão foi tomada como consequência das recentes atividades do governo de Nicolás Maduro, incluindo má gestão econômica, corrupção, repressão política da oposição e tentativas de “destruir a ordem democrática” ao realizar “eleições precipitadas que não são nem livres nem justas”. O decreto também culpa o governo de Maduro pelo aprofundamento da crise humanitária e de saúde pública ne Venezuela. O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, havia se pronunciado mais cedo sobre a reeleição de Maduro. Pence chamou as eleições de farsa e disse que os Estados Unidos estão “contra a ditadura e com o povo da Venezuela demandando eleições livres e justas”. (ABr)
21 de Maio de 2018

Governador do Texas quer armar professores para combater tiroteios

Dois dias após ataque

Governador do Texas quer armar professores para combater tiroteios

Dan Patrick também defendeu mais atenção ao bullying e aos games violentos

Dois dias depois de o estudante Dimitri Pagourtzis, 17 anos, abrir fogo em uma escola do Texas em que 10 pessoas morreram, o governador texano, Dan Patrick, defendeu armar os professores e dar mais atenção ao bullying e aos videogames violentos. Em momento algum, ele se disse favorável ao fim das armas de fogo. “As armas fazem parte de quem somos como nação”, afirmou. A afirmação de Dan Patrick ocorre após o tiroteio que deixou 10 mortos e 12 feridos em Santa Fé High School, uma escola de ensino médio da região de Houston (Texas). A proposta de armar professores foi sugerida, no passado, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois do massacre na escola de Parkland na Flórida, que deixou 17 mortes em fevereiro passado. Em entrevistas, o governador do Texas lembrou que a segunda emenda da Constituição norte-americana menciona “milícia bem administrada”. Segundo ele, os professores integram essa “milícia bem administrada”. Ele costuma repetir que “são as armas que também param os crimes”. No Texas, os professores já têm aval legal para andar armados e portar armas em sala de aula, mas são os distritos escolares (condados), escolas e pais que decidem ou não por permitir a medida. O governador também sugeriu fazer mudanças nos prédios escolares para limitar a entrada e saída nas escolas, alterando o layout para que os alunos passem por um controle de segurança mais eficaz antes de entrar nas escolas. Suspeito Identificado como Dimitrios Pagourtzis, o principal suspeito de promover o tiroteio em Houston é investigado pelo FBI (Federal Bureau of Investigation) e por policiais texanos. Ainda não há detalhes sobre as motivações do crime. Fontes anônimas entrevistadas pela imprensa norte-americana disseram que o jovem suspeito teria estudado casos anteriores de tiroteios em escolas antes de abrir fogo na Santa Fé High School. Foi 22º tiroteio no país desde janeiro. (ABr)
21 de Maio de 2018

Maduro vence ‘eleição’ marcada por fraude, boicote e abstenção

Venezuela

Maduro vence ‘eleição’ marcada por fraude, boicote e abstenção

Estima-se que o boicote dos eleitores superou os 70%

Presidente da Venezuela desde 2013, Nicolás Maduro, de 55 anos, foi “reeleito” para mais seis anos de mandato, em uma eleição duramente criticada pela oposição e com elevado índice de abstenção. De acordo com a imprensa oficial, ele obteve 67,7% dos votos, enquanto o segundo colocado Henri Falcón conseguiu 21,1%. O índice de abstenção nas eleições foi superior a 70%. Em coletiva na noite de ontem(20), Falcón disse não reconhecer o resultado das eleições. Segundo ele, são necessárias novas eleições, pois houve uma violação do acordo pré-eleitoral. “Não reconhecemos este processo eleitoral como válido”, disse ele. “Para nós não houve eleições, é preciso fazer novas eleições na Venezuela, não é uma colocação que viemos fazer, viemos fazer exigências.” Diálogo Maduro chamou os candidatos derrotados e as lideranças que promoveram a campanha em favor da abstenção para um diálogo. “Henri Falcón, Javier Bertucci e todos os líderes da oposição, [apelo para ] que nos reunamos, nos encontremos e falemos da Venezuela, convido-os aqui e assumo a responsabilidade deste chamado”, disse. A Prensa Latina, agência oficial de notícias da Venezuela, e a Telesur, emissora oficial de televisão do país, informaram que 92% das urnas, em que 5.823.728 eleitores votaram, foram apuradas. As informações são atribuídas à presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, ligada ao governo. Pressão Ontem (20), as votações ocorreram em 14.638 centros de votação em todo o país. Há informações de que os eleitores que resistiam a votar, marcando um elevado índice de abstenção, eram pressionados por grupos armados a comparecer aos locais de votação. Em entrevistas coletivas, Maduro criticou a imprensa internacional, afirmando que havia uma campanha para difamá-lo. Ao final, ao fazer um balanço parcial sobre as eleições,afirmou que foi executado um Plano Nacional para controlar “pequenas irregularidades”. Não relatou quais foram essas ocorrências. Legalidade A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, ressaltou que mais de 150 representantes de organismos internacionais acompanharam a “transparência e legitimidade” das eleições e dos conselhos legislativos. Na relação desses representantes estão o ex-ministro da Espanha José Luis Rodríguez e o ex-presidente do Equador Rafael Correa, ambos simpatizantes de Maduro. O processo eleitoral foi acompanhado por forte esquema de segurança, com 300 mil homens da Força Armada Nacional Bolivariana, além do apoio de seguranças e funcionários públicos.
21 de Maio de 2018

Brasil e mais 13 países não reconhecem eleições na Venezuela

Fraude na Venezuela

Brasil e mais 13 países não reconhecem eleições na Venezuela

Governos de 14 países não reconhecem votação venezuelana

O Brasil e outros treze países integrantes do chamado Grupo de Lima, como Argentina, Canadá e México, divulgaram nota na manhã desta segunda-feira (21) na qual declaram não reconhecer a legitimidade das eleições ocorridas na Venezuela, neste domingo (20), por não estarem “em conformidade com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente.” Esses países decidiram reduzir o nível de suas relações com o governo do ditador Nicolás Maduro, convocaram seus embaixadores para “consultas” e os embaixadores da Venezuela nos países para expressar o protesto de todos eles. Além de expressão preocupação com o agravamento da crise política e humanitária venezuelana, o Grupo de Lima e vão submeter à Organização dos Estados Americanos (OEA) uma nova resolução sobre o assunto, quando sanções não estão descartadas. Íntegra da nota Leia a íntegra da nota oficial dos países membros do Grupo de Lima: Os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia expressam o seguinte: 1. Não reconhecem a legitimidade do processo eleitoral que teve lugar na República Bolivariana da Venezuela, concluído em 20 de maio passado, por não estar em conformidade com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente. 2. Concordam em reduzir o nível de suas relações diplomáticas com a Venezuela, razão pela qual chamarão para consultas os embaixadores em Caracas e convocarão os embaixadores da Venezuela para expressar nosso protesto. 3. Reiteram sua preocupação com o aprofundamento da crise política, econômica, social e humanitária que deteriorou a vida na Venezuela, o que se reflete na migração em massa de venezuelanos que chegam a nossos países em condições difíceis, na perda de instituições democráticas, do estado de direito e na falta de garantias e liberdades políticas dos cidadãos. 4. Decidem submeter, no marco do 48º período de sessões da Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos, uma nova resolução sobre a situação na Venezuela. 5. A fim de enfrentar a situação decorrente do aumento preocupante dos fluxos de venezuelanos que se vêem obrigados a sair de seu país, bem como em razão do impacto que essa situação acarreta sobre toda a região, decidem adotar as seguintes medidas: i. Convocar uma reunião de alto nível com autoridades responsáveis por temas migratórios e de refúgio para trocar experiências e definir as diretrizes para uma resposta abrangente, incluindo questões de facilidades migratórias e documentos de identidade. A esse respeito, aceitam a oferta do Peru para sediar a reunião na primeira quinzena de junho. ii. Considerar a possibilidade de efetuar contribuições financeiras às organizações internacionais competentes para fortalecer as capacidades institucionais dos países da região, especialmente os países vizinhos, para atender o fluxo migratório de venezuelanos. 6. Lamentam a grave situação humanitária na Venezuela e, tendo em conta as implicações para toda a região em matéria de saúde pública, decidem adotar as seguintes medidas: i. Convocar uma reunião de alto nível com as autoridades responsáveis pelo setor da saúde para coordenar ações na área da saúde pública e fortalecer a cooperação para atender a emergência epidemiológica. ii. Apoiar o fornecimento de medicamentos por instituições independentes e ações de vigilância epidemiológica na Venezuela e nos países vizinhos, particularmente diante do reaparecimento de doenças como o sarampo, a malária e a difteria. 7. Reiteram o parágrafo 4º da Declaração de Lima de 8 de agosto de 2017 e, com o objetivo de contribuir para preservar os poderes da Assembleia Nacional, concordam em adotar, desde que sua legislação e ordenamento internos assim o permitam, as seguintes medidas de caráter econômico e financeiro: i. Solicitar às autoridades competentes de cada país que emitam e atualizem circulares ou boletins no âmbito nacional que transmitam ao setor financeiro e bancário o risco em que poderão incorrer caso realizem com o governo da Venezuela operações que não tenham o endosso da Assembleia Nacional, incluindo acordos de pagamento e créditos recíprocos para operações de comércio exterior – inclusive bens militares e de segurança. ii. Coordenar ações para que as organizações financeiras internacionais e regionais procurem não conceder empréstimos ao governo da Venezuela, devido à inconstitucionalidade de contrair dívida sem o endosso da Assembleia Nacional, exceto quando o financiamento é utilizado em ações de ajuda humanitária, tendo em vista, previamente à sua concessão, os possíveis efeitos indesejáveis nas economias de terceiros países mais vulneráveis. iii. Intensificar e ampliar, por meio dos mecanismos existentes, o intercâmbio de informações de inteligência financeira sobre as atividades de indivíduos e empresas venezuelanos que possam estar vinculados a atos de corrupção, lavagem de dinheiro ou outras condutas ilícitas passíveis de procedimentos judiciais para sancionar tais atividades criminosas, como congelamento de ativos e aplicação de restrições financeiras. iv. No marco das normas internacionais estabelecidas pelo Grupo de Ação Financeira (GAFI) e dos mecanismos operacionais já existentes, insta-se a contar com uma análise de risco de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, e propõe-se, ainda, que os países sensibilizem o setor privado em suas jurisdições acerca das ameaças e riscos de lavagem de dinheiro e corrupção que identificarem na Venezuela e que afetem a região, o que ampliará a capacidade de prevenir ou detectar possíveis atos ilícitos com maior tempestividade. v. Da mesma forma, solicita-se que as Unidades de Inteligência Financeira e as autoridades competentes de cada país emitam e atualizem guias, circulares ou boletins em nível nacional que alertem as instituições financeiras para a corrupção no setor público venezuelano e os métodos que os servidores públicos venezuelanos e suas redes podem estar usando para ocultar e transferir recursos provenientes de atos de corrupção. 8. O Grupo continuará a acompanhar o desenvolvimento da situação na Venezuela com o objetivo de adotar as medidas adicionais que se façam necessárias, de maneira individual ou coletiva, a favor do restabelecimento do Estado de Direito e da ordem democrática naquele país.