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23 de Maio de 2018

Petrobras anuncia nova redução irrisória na gasolina: R$ 0,01

Pegadinha

Petrobras anuncia nova redução irrisória na gasolina: R$ 0,01

Segundo presidente da estatal, reajuste é motivado pela queda do dólar

Após aumentos sucessivos, a Petrobras anuncia novo corte no preço do combustível nas refinarias. O preço do litro da gasolina passou de R$ 2,0433 para R$ 2,0306, ou seja,, R$0,01, correspondentes a 0,62%. Já o diesel caiu de R$ 2,3351 para 2,3083, queda de 1,14%. Em dois dias de quedas, o acumulado de cortes representa 2,69% para a gasolina e a 2,67% para o diesel. No entanto, na última semana, a alta acumulada chegou a 6,98% nos preços da gasolina e de 5,98% no diesel. Só em maio, o aumento da gasolina chegou aos 12,95%; para o diesel, no mesmo período, alta foi de 9,34%. De acordo com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, as duas reduções consecutivas são motivas pela queda da cotação do dólar. Os reajustes abusivos no preço do combustível gerou um enorme protesto de caminhoneiros em diversas rodovias do país. A alta inviabiliza o transporte autônomo e dificulta a previsão de custos por parte do transportador. Nesta quarta (23), as manifestações já chegam ao terceiro dia em alguns estados — gerando suspensão do envio de Sedex pelos Correios e desabastecimento de gasolina em algumas cidades. Os protestos pareceram surtir efeito e, nesta terça (22), o governo anunciou que vai reduzir os impostos sobre o diesel, zerando a cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). No entanto, a política de reajuste da Petrobras continua a mesma: baseado em itens como a variação do preço internacional e do dólar, o método gera reajustes quase diariamente.
23 de Maio de 2018

No dia da ‘redução’ de preços, Petrobras vende gasolina ainda mais cara

Pernas curtas

No dia da ‘redução’ de preços, Petrobras vende gasolina ainda mais cara

Petrobras vende aos postos gasolina a R$4,15 e etanol a R$2,98

Desde a meia-noite do dia em que estaria vigorando a anunciada “redução de preços”, a Petrobrás e as distribuidoras estão vendendo os combustíveis ainda mais caros que na véspera. No site da própria Petrobras, o preço da gasolina comum está fixado para os postos de Brasília, desde a zero hora desta quarta, a R$4,15 e o etanol a R$2,94 aos postos de Brasília. Os preços estão disponíveis para os revendedores no site da estatal. Os reflexos da “redução de preços” nas refinarias somente serão percebidos em algum momento da próxima semana, segundo especialistas. Mas eles advertem para uma velha malandragem do setor: “eles reduzem 2 hoje e aumentam 3 amanhã”, ironizam. Com isso, postos da capital vendem ao consumidor gasolina a R$4,78. Gerentes de postos confirmam que a suposta redução somente chegará ao consumidor na próxima semana, quando os estabelecimentos terão adquirido os combustíveis sob os novos valores.
23 de Maio de 2018

Prévia da inflação oficial, IPCA-15 fecha maio com taxa de 0,14%

Economia

Prévia da inflação oficial, IPCA-15 fecha maio com taxa de 0,14%

Resultado foi menor que os registrados em abril e no mesmo período de 2017

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou taxa de 0,14% no mês de maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice, que calcula a prévia da inflação oficial, registrado neste mês é inferior ao de abril, que fechou em 0,21%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o IPCA-15 também apresenta redução: em maio de 2017, o índice foi de 0,24%. O principal impacto do resultado do IPCA-15 em maio veio do grupo de despesas com saúde e cuidados pessoais, que registrou alta de preços de 0,76%. Os itens planos de saúde e remédios também pressionaram o resultado, com altas de 1,06% e 1,04%, respectivamente. Outro impacto importante foi no setor de habitação, que teve taxa de inflação de 0,45%. A alta foi puxada pela energia elétrica, que teve aumento de 2,18%. Por outro lado, o setor de transportes ajudou a freias os resultados, registrando queda de 0,35%, puxado pelo preço do etanol, que caiu 5,17% e pelo preço das passagens áreas, que tiveram recuo de 14,94%. Deflação também foi registrada no grupo de alimentos e bebidas (0,05%) e nos artigos de residência (0,11%).
22 de Maio de 2018

Diretor da Aneel prevê manutenção da bandeira amarela em junho

Conta de luz mais cara

Diretor da Aneel prevê manutenção da bandeira amarela em junho

Romeu Rufino disse que não houve alterações nas condições atuais de geração

O diretor-geral da Agêncial Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, previu a manutenção do adicional de bandeira amarela nas contas de luz do mês de junho. Segundo Rufino, não houve alterações relevantes nas condições que levaram a agência a incluir o adicional de R$ 1 a cada 100 kWh nas contas de maio. “Nada aponta na direção de voltar para a bandeira verde. Então, a amarela é a mais provável”, afirmou o diretor. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira (verde, amarela ou vermelha) está relacionada aos custos da geração de energia elétrica. (Com ABr)
22 de Maio de 2018

Temer: Acordo de planos econômicos vai injetar até R$ 12 bilhões na economia

Prejuízo nos anos 80 e 90

Temer: Acordo de planos econômicos vai injetar até R$ 12 bilhões na economia

Expectativa é que sejam injetados R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões

O presidente Michel Temer afirmou que recursos advindos do acordo entre poupadores e bancos vai reforçar o orçamento das famílias e ajudar a movimentar a economia do país. O acordo com os poupadores foi homologado em março pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e prevê a compensação das perdas com os planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 2 (1991). Segundo ele, o acordo vai injetar de R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões na economia. “Apresentamos soluções concretas para problemas antigos. Embora o problema fosse complexo, a solução encontrada trará benefícios diretos para os poupadores e para o conjunto da economia. Serão bilhões de reais a reforçar o orçamento das famílias e, especialmente, a circular na economia brasileira”, disse. Temer anunciou hoje (22), oficialmente, o início de adesões ao acordo que deverão ser feitas pela internet. Segundo o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, o acordo envolve mais de 1 milhão de processos individuais além de mil ações civis públicas. Aproximadamente 3 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas. “Tenho certeza que vai ter um impacto positivo para o consumo e possivelmente no investimento, dependendo do que os poupadores desejam fazer”, disse Portugal. O acordo foi firmado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Frente Brasileira Pelos Poupadores (Febrapo) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com a mediação da Advocacia-Geral da União (AGU). O processo foi acompanhado pelo Banco Central. Temer destacou ainda que o acordo foi fruto do diálogo e da conciliação – valores, segundo ele, tão necessários no país atualmente. “No Brasil, o que mais precisamos hoje é de diálogo. E a conciliação que se deu foi de natureza judicial, mas deve servir como exemplo para todos os atos que se praticam no Estado brasileiro”, disse. Como funciona a plataforma A página na internet que receberá os pedidos de habilitação dos poupadores que tiveram perdas financeiras com planos econômicos das décadas de 80 e 90 está no ar desde ontem. Caberá aos próprios poupadores ou seus representantes legais (advogados, defensores públicos ou herdeiros) fazer o cadastro no site e incluir as informações sobre o processo, que serão remetidas às instituições financeiras responsáveis pelos pagamentos. Os dados serão conferidos e validados e a instituição financeira poderá confirmar as informações, devolver ou negar o pagamento. Em caso de negativa, o interessado poderá requerer uma nova análise. Ao final do processamento de cada pedido na plataforma, uma lista dos poupadores deverá ser divulgada. A adesão ao acordo é voluntária e quem optar por essa alternativa terá sua ação extinta na Justiça. “Estabelecemos como critério a questão da idade, então os mais idosos terão preferência e a cada 30 dias o sistema se abre para lotes, pautando-se pela idade com diferença de 4 anos em 4 anos. Isso vai se dar até fevereiro de 2019”, explica a ministra Greice Mendonça, da Advocacia-Geral da União. Terão direito ao pagamento das perdas os poupadores com ações na Justiça e também seus herdeiros. Os poupadores que tenham até R$ 5 mil a receber terão o valor creditado à vista na conta bancária. Já os que têm saldo entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, receberão em três parcelas, sendo uma à vista e duas semestrais. A partir de R$ 10 mil, o pagamento será feito em uma parcela à vista e quatro semestrais. A correção para os pagamentos semestrais será feita pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O acordo também prevê descontos para poupadores que receberão quantia superior a R$ 5 mil. O deságio varia conforme o saldo e começa em 8% para aqueles que receberão entre R$ 5 mil e R$ 10 mil; 14% para os que receberão na faixa de R$ 10 mil a R$ 20 mil; e 19% para investidores que têm direito a receber mais de R$ 20 mil. “Não somente os titulares terão direito a recebimento. Os herdeiros e inventariantes poderão também aderir ao acordo e para isso devem buscar rapidamente o diálogo com advogado. Ele poderá acessar de forma segura essa plataforma eletrônica, preencher os dados do poupador, indicar a conta corrente em que o poupador pretende receber esses valores e com isso, com o todo o cronograma que está previsto no acordo, finalmente permitir que os recursos cheguem ao destinatário”, acrescenta a ministra. (ABr)
22 de Maio de 2018

Aumento do preço do diesel pode elevar passagens de ônibus

Impacto no setor

Aumento do preço do diesel pode elevar passagens de ônibus

Segundo NTU, reajustes deste ano já causaram prejuízo de R$ 1 bilhão no setor

Os sucessivos reajustes no preço do combustível pode afetar não só o bolso daqueles que precisam abastecer seus automóveis, mas também a parcela da população que usa o transporte público diariamente. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o aumento no diesel pode levar a aumentos emergenciais das passagens de ônibus. De acordo com a associação, o reajuste médio de 11% nos primeiros cinco meses deste ano no preço do diesel já causou um prejuízo de R$ 1 bilhão no setor de transporte público. O imapcto dos reajustes é de 23% nos custos para o setor. As empresas de ônibus urbano estão tendo dificuldades para comprar o combustível, alerta a NTU. “Somos um setor regulado, com reajustes anuais nos contratos, e agora, temos que arcar com os custos desses aumentos, que têm sido diários”, afirma o presidente executivo da NTU, Otávio Cunha. Com o combustível custando onze vezes mais que a inflação do período, a NTU solicitou uma audiência na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda para discutir o assunto. No encontro, a associação vai propor que o setor tenha um outro tratamento na política de reajuste de preços do combustível. Dessa maneira, não há necessidade de aumento nas tarifas. Desde julho do ano passado, a Petrobras usa uma nova metodologia na política de ajuste de preços, levando em consideração itens como a variação do preço internacional e do dólar. Com o novo formato, os reajustes acontecem com uma frequência ainda maior, chegando a ocorrer até diariamente. Só nos últimos 45 dias, o preço do diesel aumento 25,42% nas refinarias. “Esse índice indica que os preços estão represados e em breve serão repassados ao consumidor. As empresas não têm como arcar com esses custos, diante do cenário de crise que país enfrenta e do alto índice de endividamento do setor de ônibus urbano. Pesquisa realizada com as empresas de ônibus urbano, revela que 33% das 1.800 empresas do setor estão endividadas”, aponta Cunha.
22 de Maio de 2018

Ministro da Fazenda confirma fim da Cide, mas só para o diesel

Gesto para caminhoneiros

Ministro da Fazenda confirma fim da Cide, mas só para o diesel

Guardia cobra o preço: reoneração das folhas de pagamento

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, confirmou o acordo feito entre governo e Congresso Nacional para redução do preço do diesel. Em declaração feita na noite de hoje (22) no Palácio do Planalto, Guardia disse que o governo eliminará a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel e, em contrapartida, os parlamentares devem aprovar o projeto de reoneração da folha de pagamento. “Acordamos que iremos eliminar a Cide incidente sobre o diesel. Ao mesmo tempo, o Congresso aprovará um projeto de reoneração da folha. O acordo é que iremos, uma vez aprovado o projeto de reoneração, assinar um decreto eliminando a Cide sobre o diesel”, disse Guardia. O ministro não informou quanto o governo deixará de arrecadar com a eliminação da Cide sobre o diesel. Segundo ele, a reoneração da folha de pagamento para alguns setores a partir deste ano e para todos os demais setores da economia a partir de dezembro de 2020 compensará a perda de receitas. Apelo aos caminhoneiros Guardia disse ainda que o governo vai continuar negociando com os caminhoneiros, que fazem paralisações por todo o país, em protesto contra o aumento sucessivo no preço dos combustíveis. Ao anunciar a redução do tributo sobre o diesel, Guardia fez um apelo aos caminhoneiros. “O governo continuará a conversar com os caminhoneiros para debater alternativas para o problema. Nesse sentido, gostaríamos de fazer um apelo à categoria, para que possam retornar às atividades normais para que não penalize a população”. O ministro reiterou o discurso do governo de que a alta dos combustíveis está atrelada ao preço internacional do petróleo e a valorização do dólar perante o real. Mais cedo, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, adiantaram que o governo reduziria a zero a Cide para os combustíveis. A declaração foi feita pelo Twitter. Mais tarde, Maia conversou com a imprensa e disse que a medida seria apenas para o diesel. A mobilização do Legislativo e do governo em torno do preço dos combustíveis ganhou força após o início de mobilização de caminhoneiros. Desde ontem (21), caminhoneiros fazem protestos e bloqueiam estradas em vários estados. A categoria se queixa da alta dos combustíveis, especialmente do diesel, e também da cobrança de pedágios mesmo quando os caminhões estão com os eixos levantados. Só na semana passada, o valor do diesel e da gasolina nas refinarias subiu cinco vezes consecutivas. Reoneração A proposta de reoneração está em discussão no Congresso desde setembro de 2017 sem que as lideranças chegassem a acordo. O orçamento da União para este ano já considera arrecadar R$ 10 bilhões com a medida, mas como ela deve valer apenas para metade do ano, a arrecadação deve chegar apenas a R$ 5 bilhões. O relator do projeto de lei da reoneração da folha, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), disse em abril que a matéria está pronta para ser votada.
22 de Maio de 2018

Pela primeira vez a bolsa de Nova Iorque vai ter uma mulher na presidência

226 anos de Nyse

Pela primeira vez a bolsa de Nova Iorque vai ter uma mulher na presidência

Stacey Cunningham ocupará o cargo de 67ª presidente na história da instituição

A Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), maior bolsa de mercados do mundo, vai abrir um capítulo inédito nos seus 226 anos de história: a cadeira da presidência vai ser ocupada por uma mulher. Stacey Cunningham era diretora de Operações e vai substituir Tom Farley no comando da Nyse. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela Nyse. Cunningham, 43 anos, trabalhou pela primeira vez na Nyse em 1994, como operadora estagiária no pregão da Bolsa. Na época, era uma das cerca de 40 mulheres que trabalhavam ao lado de 1.300 homens. ‘Eu amei o lugar desde que entrei a primeira vez e agora estou empolgada em comandar a Bolsa’ Ao The Wall Street Journal, a nova presidente da Nyse lembra que havia diferenças que não passavam despercebidas quando iniciou os trabalhos no local: a casa de banho das mulheres, por exemplo, era no sétimo piso, dentro de uma velha cabine telefónica. Os mais de mil homens a trabalhar na New York Stock Exchange (NYSE), pelo contrário, tinham um espaço amplo, com sofás e uma assistente própria. Entre 1996 e 2005, Stacey Cunningham trabalhou como especialista no Bank of America tendo dois anos depois ingressado na bolsa tecnológica de Nasdaq como diretora de Mercados de Capitais. Em 2012 a engenheira voltou à bolsa de Nova Iorque para assumir o cargo de diretora de operações, que será ocupado por John Tuttle. Em um discurso feito esse ano, Cunningham citou Muriel Siebert, a primeira mulher a trabalhar no pregão da Nyse, em 1967, como uma inspiração. Foi para ela que a cabine telefônica foi transformada em um banheiro feminino. Cunningham será a 67ª presidente na história da instituição. A sua nomeação chega um ano e meio depois de Aden Friedman se ter tornado na primeira CEO da bolsa de Nasdaq, o que significa que duas das bolsas mais importantes do mundo vão ser geridas por mulheres.
22 de Maio de 2018

Governo reduz expectativa de crescimento do PIB para 2,5% em 2018

Bens e serviços

Governo reduz expectativa de crescimento do PIB para 2,5% em 2018

Nos dois primeiros meses do ano, estimativa era de 3%

O governo federal modificou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, para 2,5%, em 2018. A projeção está no Relatório de Despesas e Receitas do segundo bimestre (março e abril), apresentado nesta terça (22). Nos dois primeiros meses do ano, a expectativa de crescimento da economia era de 3%. Com isso, o valor do PIB nominal estimado pelo governo é R$ 6,968 trilhões. Também houve mudanças na projeção da inflação para o ano, medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). Em relação ao primeiro bimestre, quando a inflação estimada pelo governo era de 3,64%, agora a expectativa é que os preços subam, na média, cerca de 3,11%. As projeções do governo se aproximam da estimativa do mercado financeiro, anunciada no início da semana, que também ajustou expectativas para o crescimento do PIB e variação da inflação. (ABr)
22 de Maio de 2018

Sob pressão, Petrobras anuncia redução marota da gasolina

A partir desta quarta

Sob pressão, Petrobras anuncia redução marota da gasolina

Gasolina terá redução de 2,08% e diesel, 1,54% a partir desta quarta

A Petrobras anunciou que, a partir desta quarta (23), os preços do combustível serão reduzidos nas refinarias. Após seis altas consecutivas, a gasolina custará 2,08% a menos, passando de R$ 2,0867 o litro para R$ 2,0433. Já o diesel terá redução de 1,54%, passando de R$ 2,3716 para R$ 2,3351. Nesta segunda (21), o cenário era de alta: a estatal anunciou aumento no preço do diesel, de 0,97%, e da gasolina, de 0,9%, nas refinarias. Na última semana, a alta acumulada chegou a 6,98% nos preços da gasolina e de 5,98% no diesel. As mudanças pesaram no bolso do consumidor. O preço médio do litro de gasolina para os consumidores ficou em R$ 4,28, ante R$ 4,25 na semana anterior. Já o valor médio por litro do diesel passou para R$ 3,59. Nesta terça (22), o governo federal se reúne com a Petrobras para discutir a alta do combustível. Segundo o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o governo está procurando uma maneira de trazer um pouco de “previsibilidade” à alta do combustível. Está em discussão até a possibilidade de redução da cobrança de tributos sobre os combustíveis, que chega a 45% do valor final do preço. Desde julho do ano passado, quando a estatal adotou uma nova metodologia na política de ajuste de preços, o preço nas refinarias da gasolina acumula alta de 58,76% e do diesel, 59,32%. O novo método é baseado em itens como a variação do preço internacional e do dólar. Protestos Caminhoneiros se reuniram nesta segunda para protestar contra o aumento abusivo no preço dos combustíveis, que inviabiliza o transporte autônomo e dificulta a previsão de custos por parte do transportador. No início da manhã de segundo, havia atos em pelo menos 11 estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Nesta terça, caminhoneiros continuavam com as manifestações em rodovias que cruzam o estado do Rio de Janeiro.