Operação Carne Fraca

Exteriores

Visita pode normalizar as exportações de carne para o mercado chinês
22 de Maio de 2018

Missão chinesa vistoria 84 frigoríficos no Brasil ainda este mês

Operação Carne Fraca

Missão chinesa vistoria 84 frigoríficos no Brasil ainda este mês

Visita pode normalizar as exportações de carne para o mercado chinês

Uma missão técnica com especialistas veterinários chineses deve desembarcar no país até o final do mês para vistoriar 84 plantas frigoríficas. O anúncio ocorreu durante reunião entre o ministro do Comércio da China, Zhong Shan, e o ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, que está em visita a Pequim para encontro com representantes do governo chinês. A informação foi divulgada na tarde de hoje (15), em Brasília, pela assessoria do ministério. Desde a realização da Operação Carne Fraca, pela Polícia Federal, em março do ano passado, os chineses impuseram restrições à importação da carne brasileira. Logo após a operação, o país chegou a bloquear totalmente a importação de carne. Em novembro do ano passado, o governo chinês rejeitou o pedido de autorização de 26 plantas frigoríficas brasileiras para exportar carnes àquele país. O veto ocorreu paralelo ao anúncio da liberação de outras 22 unidades. De acordo com o ministério, a expectativa agora é a de que o país asiático libere boa parte desses frigoríficos para exportar. O Brasil tem, atualmente, 102 processos contra a China em tramitação na OMC (Organização Mundial do Comércio), em que algumas práticas comerciais são contestadas. De acordo com ministro, a reunião com o ministro do Comércio da China, serviu para destravar as negociações. “Vamos acelerar conversas por meio de nossa embaixada em Pequim”, afirmou Maggi.
22 de Maio de 2018

Ditador expulsa principal diplomata dos EUA da Venezuela

Ditadura

Ditador expulsa principal diplomata dos EUA da Venezuela

Presidente disse que Todd Robinson "conspira" contra seu governo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta terça-feira (22) a expulsão do mais alto diplomata dos Estados Unidos em Caracas, Todd Robinson, acusando-o de conspiração contra seu governo. Com a decisão, Robinson, encarregado das relações dos EUA, e seu vice, Brian Naranjo, terão 48 horas para deixar o país sulamericano. A expulsão acontece dois dias após a contestada reeleição de Maduro na Venezuela – menos de 50% da população compareceu às urnas no último domingo (20) – e só aumenta a tensão entre o país norte-americano e o regime chavista. Ontem (21), os Estados Unidos, que assim como o Brasil não reconheceram a votação, assinaram uma ordem que limita as possibilidades do governo venezuelano de vender ativos no mercado financeiro. (Com informações da agência ANSA)
22 de Maio de 2018

Comitê de Direitos Humanos da ONU ignora pedido de Lula para ‘ser solto’

Lula perde também na ONU

Comitê de Direitos Humanos da ONU ignora pedido de Lula para ‘ser solto’

Comitê não é instância de recurso, mas a derrota lá fora é emblemática

O pedido do ex-presidente Lula ao Comitê de Direitos Humanos da ONU para “ser solto” no Brasil foi negado. Isso não significa grande coisa, orque afinal esse comitê não é instância de recurso a decisões da Justiça de qualquer país, mas é uma importante derrota do petista. O pedido de Lula era baseado em uma mentira, a de que o juiz federal Sérgio Moro estaria sendo parcial no julgamento. “O Comitê de Direitos Humanos não concederá medidas cautelas no caso de Lula da Silva”, declarou a porta-voz de Direitos Humanos da ONU, Julia Gronnevet. Um dia antes de ser preso, enquanto Lula negociava com a Polícia Federal, seus advogados entraram com a “queixa” na ONU. Uma eventual decisão de apenas recomendar medidas ocorreria por conta da avaliação dos peritos da ONU de que a prisão lhe impediria de exercer plenamente seus direitos políticos. Mas o apelo não foi considerado consistente, até em razão das provas contidas no processo de que Lula cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
22 de Maio de 2018

Pela primeira vez a bolsa de Nova Iorque vai ter uma mulher na presidência

226 anos de Nyse

Pela primeira vez a bolsa de Nova Iorque vai ter uma mulher na presidência

Stacey Cunningham ocupará o cargo de 67ª presidente na história da instituição

A Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), maior bolsa de mercados do mundo, vai abrir um capítulo inédito nos seus 226 anos de história: a cadeira da presidência vai ser ocupada por uma mulher. Stacey Cunningham era diretora de Operações e vai substituir Tom Farley no comando da Nyse. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela Nyse. Cunningham, 43 anos, trabalhou pela primeira vez na Nyse em 1994, como operadora estagiária no pregão da Bolsa. Na época, era uma das cerca de 40 mulheres que trabalhavam ao lado de 1.300 homens. ‘Eu amei o lugar desde que entrei a primeira vez e agora estou empolgada em comandar a Bolsa’ Ao The Wall Street Journal, a nova presidente da Nyse lembra que havia diferenças que não passavam despercebidas quando iniciou os trabalhos no local: a casa de banho das mulheres, por exemplo, era no sétimo piso, dentro de uma velha cabine telefónica. Os mais de mil homens a trabalhar na New York Stock Exchange (NYSE), pelo contrário, tinham um espaço amplo, com sofás e uma assistente própria. Entre 1996 e 2005, Stacey Cunningham trabalhou como especialista no Bank of America tendo dois anos depois ingressado na bolsa tecnológica de Nasdaq como diretora de Mercados de Capitais. Em 2012 a engenheira voltou à bolsa de Nova Iorque para assumir o cargo de diretora de operações, que será ocupado por John Tuttle. Em um discurso feito esse ano, Cunningham citou Muriel Siebert, a primeira mulher a trabalhar no pregão da Nyse, em 1967, como uma inspiração. Foi para ela que a cabine telefônica foi transformada em um banheiro feminino. Cunningham será a 67ª presidente na história da instituição. A sua nomeação chega um ano e meio depois de Aden Friedman se ter tornado na primeira CEO da bolsa de Nasdaq, o que significa que duas das bolsas mais importantes do mundo vão ser geridas por mulheres.